quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Carne guisada com esparguete


Cada vez que faço este prato lembro-me da "comida de estudantes", não é que eu tenha ido estudar para fora, o máximo que fiz foi passear os livros até Portalegre, mas conheci muita gente que estava a estudar longe de casa, fui convidada para com eles partilhar inúmeras refeições e volta que não volta lá aparecia o esparguete guisado, umas vezes com atum outras com salsichas e cenouras ou mesmo só com cogumelos ou chouriço e que bem que nos sabia. O dinheiro era pouco logo os ingredientes tinham que ser baratos, para disfarçar juntavam-se ervas, mas o que interessava era que enchia a barriga e ainda sobrava guito para o tabaquinho e as bejecas...
Esta é uma variação do esparguete de outros tempos, um pouco mais elaborado, com mais proteínas, mas ainda assim bastante saboroso.
Cozo a carne (usei vitela) na panela de pressão só com sal, deixo arrefecer, parto aos cubos. Guardo a água da cozedura.
Pico uma cebola finamente e ponho a refogar com um pouquinho de azeite, acrescento uma folha de louro, salsa picada, 2 tomates madurinhos picados ou 1 dl de polpa de tomate, acrescento a carne e uma parte da água onde esta cozeu, rectifico o sal, quando começa a ferver junto o esparguete e deixo cozer. Não sirvo logo, espero uns 10 minutinhos, pois eu sei isso não se faz com as massas, mas deixem ficar o esparguete a absorver os sabores todos do caldo e depois a gente fala.
Já no prato, salpico com queijo ralado.
Ai que saudades!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Salada russa de pescada


Cozi batatas com a pele, deixei arrefecer e depois cortei aos quadradinhos.
Descasquei cenouras que cortei em pequenos cubos e cozi-as em água e sal, juntamente com ervilhas congeladas e ovos com a casca. Se quiserem em vez de ervilhas podem usar feijão verde ou até mesmo juntar os dois.
Num tacho à parte cozi a pescada, como é para desmanchar podem comprar rabos que são mais baratos e ninguém nota a diferença.
Numa taça coloquei as batatas, as cenouras e as ervilhas já cozidas, retirei a pele e as espinhas à pescada mas sem a desfazer demasiado, misturei tudo, descasquei os ovos e decorei a taça com os ovos partidos aos quartos.

Agora a dôr de cabeça, o tempero:
Obviamente assim não sabe muito bem, o que se passa é que uns gostam com azeite e vinagre (eu) outros querem maionese (a Ana) outros é para onde vira o vento.
Quando temperava tudo havia sempre alguém desconsolado, assim, resolvo o assunto levando tudo para a mesa e cada um tempera como quer ( costumo ser eu a temperar os pratos todos, o que só me dá mais trabalho, mas assim não os ouço a reclamar. Oh! gosto mais com maionese! Olha hoje apetecia-me só de azeite e vinagre! Oh mãe, fazes sempre ao contrário!... isto cansa).

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Frango assado à Italiana


Descasco 2 cebolas e 3 batatas grandes, corto as cebolas em fatias grossas e as batatas em gomos, tempero com sal, pimenta, azeite e tomilho.
Coloco num tabuleiro com um meio copo de vinho branco e vai ao forno durante 20 minutos.

Tempero também o frango com tomilho, sal, pimenta e azeite.

Passados 20 minutos, junto o frango aos vegetais e volta ao forno durante mais 40 minutos.
Durante a assadura vou sempre regando com o molho que se forma.
Esta receita também fica deliciosa se feita só com as pernas do frango

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dourada grelhada com molho de poejos


Umas horas antes faço-lhes uns cortes na pele e tempero com sal e umas gotas de limão.
Antes de colocar as douradas a grelhar pincelo-as com azeite para que se colem menos à grelha e assim também evita que sequem em demasia.
Quando tenho que as virar, utilizo sempre uma espátula e vou descolando aos poucos, para não se desmancharem.
Deixo grelhar 7 ou 8 minutos de cada lado, dependendo da espessura do peixe.
No almofariz ponho 1 alho pequeno, umas areias de sal ( pouco, só para ajudar a pisar) e uma boa mão cheia de poejos. Esmago bem até ter uma papa consistente.
Ponho a papa de poejo numa molheira, acrescento-lhe azeite e sumo de limão, mexo bem até estar tudo misturado.
Este molho vai temperar tanto a dourada como os brócolos cozidos que fiz para acompanhar.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ervilhas com ovos escalfados


Esta é daquelas receitas que faço quando me esqueço de descongelar alguma coisa para o jantar e chego tarde a casa e tenho a malta a olhar para mim de lado porque já está quase na hora de jantar e não se vislumbra comida no horizonte.

Cada um faz à sua maneira, a minha é simples, prática e rápida como quase todas as minhas receitas.

Começo por fazer um refogado leve, com a cebola e o azeite, assim que está pronto junto-lhe um dente de alho picado e assim a olho um dl de polpa de tomate, deixo ferver ligeiramente e junto as ervilhas e um chouriço cortado às rodelas, tapo com água, tempero com sal (pouco que o chouriço já é salgado e é mais fácil acrescentar que tirar) e deixo cozer por uns 30 minutos em lume forte.

Findo este tempo abro os ovos e coloco-os a escalfar nas ervilhas, 10 minutos e está pronto.

Acompanho com batatas fritas.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Bacalhau à Brás


O costume demolha-se o bacalhau, vão-se mudando as águas e coisa e tal.
Depois de demolhado, escalda-se o bacalhau, tiram-se a pele e as espinhas e desfia-se
Corta-se a cebola ás rodelas.
Ralam-se as batatas em tiras finas e fritam-se em óleo bem quente. Tá bem abelha! Caí neste erro uma vez mas nunca mais me enganam, uso batatas palha compradas no supermercado.
Cubro o fundo de um tacho com azeite, coloco lá as cebolas e alho picado até a cebola ter um ar transparente, assim que isto acontece junto o bacalhau e deixo ficar até enrijecer e ganhar uma corzita, junto as batatas e misturo tudo o melhor que posso, volta para cá, volta para lá, lá vai um bocado pró fogão, bolas tenho que arranjar um tacho maior, mais uma volta...
Enquanto eu me divirto a fazer o bacalhau andar de carrossel o Paulo bate os ovos e tempera-os com sal e pimenta, dá-mos e eu deito-os gentilmente sobre o bacalhau, começa de novo a festa e desta vez sem intervalos, volta pra cá, volta pra lá até os ovos coagularem, mas cuidado para não deixar secar demais.
Polvilho com salsa picada, acompanho com azeitonas e salada.
Sirvo imediatamente.

Digam o que quiserem, chamem-me nomes, eu sei que não é, mas para mim este é que é o verdadeiro bacalhau dourado!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tarte de frango


Não compliquem, não tem nada que enganar.
Começa-se por cozer o frango com 1 pitada de sal.
Tá feito?
Boa, deixem arrefecer, vamos à massa!
Vamos contar:

. 11 colheres de sopa de farinha,
. 1 pitada de sal
. 2 colheres de sopa de margarina mole
. 1 dl de leite
. 1 ovo

Colocar a farinha numa taça e ir juntando os ingredientes por esta ordem, amassar e esmurrar até poder ser tendida com o rolo da massa.

Forrar uma tarteira grande com a massa.
O frango já arrefeceu? Fixe, vamos desfia-lo.
Num tacho colocamos 1 cebola grande às rodelas, 1 pouquinho de azeite e deixamos refogar, assim que estiver pronto juntamos o frango desfiado e salsa picada, deixamos frigir ligeiramente e retira-se do lume.
Numa tigela à parte juntamos 4 ovos inteiros com 2 pacotes de natas, 1 pitada de sal e pimenta preta.
A tarteira já está forrada com a massa, agora é só por em ordem, começo por colocar o frango, junto uma lata de cogumelos e rego com a mistura dos ovos e natas.
Vai ao forno a 220 graus até os ovos estarem firmes.
Deixe arrefecer e desenforme.

domingo, 4 de outubro de 2009

Para a cunhada mais linda do mundo

Migas minhas Amigas


Cá no burgo são mais usuais as migas de batata ou até mesmo as de mistura (pão e batata), para mim as migas de batata não passam de um puré vermelho com pingo das carnes, mas é uma questão de gosto.
As minhas migas, as que sempre se fizeram cá em casa e as que me habituei a comer desde criança são de pão, e faço-as do seguinte modo:

De véspera ou pelo menos 4 horas antes, tempero entrecosto e entremeada com sal, pimentão doce, bastante alho, uma folha de louro e vinho branco.

Num tacho ponho uma pequena quantidade de óleo e deixo aquecer bem, começo por fritar um chouriço cortado às rodelas, depois passo para a entremeada e finalmente o entrecosto.

Assim que as carnes estão fritas coo o óleo e volto a pôr no tacho uma parte equivalente a umas 6 colheres de sopa, junto-lhe uma folha de louro* partida e sem o veio do meio e 2 dentes de alho cortados fininhos.
Deixo os alhos alourarem ligeiramente e em lume brando começo a por o pão que previamente cortei em pedaços pequenos, muita gente ensopa o pão antes de o colocar no tacho mas eu não faço assim, ponho o pão no tacho, mexo vigorosamente e vou acrescentando água aos pouquinhos. Aqui começa uma espécie de dança de acasalamento, mexer vigorosamente, acrescentar água, mexer, acrescentar, mexer...
Quando já todo o pão está desfeito e embebido mas não encharcado, levanto o lume e vou sacudindo o tacho até enrolar as migas numa bola que fica ligeiramente douradinha.
Ponho numa travessa, decoro com as carnes e sirvo.

Nunca mas nunca se esqueçam que à medida que se vão comendo as migas, vai-se também bebendo café, de preferência de "escolateira"

Nota: as migas fazem-se habitualmente com pão duro.

* o meu amigo Francisco Galão ensinou-me que o louro tem propriedades cancerígenas e que se tirarmos o veio da folha sempre diminui o efeito.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Línguas de porco com esparregado


Ponho as línguas na panela de pressão com um ramo de hortelã e sal, cubro com água e deixo cozer durante 20 a 25 minutos depois do pipo começar a rodar, dependendo do tamanho das línguas.
Assim que estiverem cozidas (e a ferver) e se for uma pessoa corajosa tire-lhes aquela película branca onde estão as papilas gustativas (estes não provam mais nada) se for choninhas como eu, deixe arrefecer a coisa e depois tente tirar o melhor que pode a dita película branca, a quente é muito mais fácil mas isso não é pra todos.
Esmaguei alho e sal num almofariz, acrescentei pimenta branca moída, um fio de azeite e sumo de um limão e esfreguei as línguas com esta mistura. Coloquei-as num tabuleiro rodeadas com limões cortados em gomos e levei-as ao forno bem quente (250/280graus) durante uns 30 minutos, passado este tempo retirei-as do forno e esmaguei os limões que rodeavam as línguas para cima das mesma, retirei a pele, só quero a polpa e o sumo, voltam as línguas ao forno só para que o limão se entranhe na carne, coisa para uns 5 a 10 minutos.

Parti a língua às fatias e servi com esparregado de espinafres.

Para o esparregado : comecei por cozer os espinafres em água e sal, estes eram frescos, mas já fiz com congelados e fica quase a mesma coisa. Assim que estavam prontos espremi o melhor que pude e piquei-os finamente.
Num tacho pus azeite e 2 alhos picados, juntei os espinafres e deixei saltear ligeiramente, salpiquei com farinha e envolvi o melhor possível, mexendo sempre, fui regando com leite quente até ficar com a consistência que eu gosto. Temperei com sal e pimenta e mesmo no fim um pequeno esguicho de vinagre.

Truque de caricácá - Se vir que a mistura ficou grumosa, bata tudo com a varinha mágica!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dica da Semana


Provavelmente já se depararam, durante um tempero em que têm que usar limão que ao espremê-lo pouco ou nenhum sumo obtêm! Pelo menos a mim acontece-me algumas vezes.
Para que isto não volte a acontecer ou pelo menos para que não aconteça tantas vezes, façam o seguinte: antes de cortar o limão ao meio, rolem-no (para a frente e para trás) na bancada da cozinha pressionando em simultâneo com a palma da mão, depois é só cortar e verão que na maioria das vezes obtêm limões mais sumarentos.
Até para a semana.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Beringelas recheadas


2 beringelas grandes
200g de bacon aos pedaços pequenos
1 cebola média
2 colheres de sopa de azeite
Vinho branco
Pão ralado
Queijo ralado (opcional)
Sal
Abro as beringelas ao meio, retiro a parte de dentro com uma colher e guardo. Tenho o cuidado de não romper a “concha” porque vai servir de recipiente.
Após retirar o miolo às beringelas, lavo bem as conchas, polvilho com sal, viro de cabeça para baixo e deixo escorrer, isto serve para que não fiquem amargas. Pico a cebola e o miolo das beringelas.
Num tacho ponho o azeite e quando este está quente junto bacon e deixo fritar até ficar bem estaladiço, assim que está no ponto retiro-o e ponho a cebola a refogar aproveitando o azeite com sabor a bacon, a cebola já está com boa cor, junto-lhe o miolo da beringela picado e 2 a 3 colheres de sopa de vinho branco. Deixo amolecer a beringela, rectifico o sal, desligo o lume, junto o bacon e reservo.
Viro-me para as conchas, lavo-as bem com água fria para tirar o excesso de sal, seco-as, ponho-as num tabuleiro de ir ao forno e recheio-as com o preparado anterior, polvilho com pão ralado e também com queijo ralado, mas pode usar só um dos dois.
Vai a forno bem quente até gratinar, serve-se imediatamente.
Em vez de bacon pode também usar-se carne picada, atum, ovos ou mesmo só o miolo da beringela.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A minha canja


É das coisinhas mais fáceis de fazer, quando não tenho vontade de fazer sopa faço canja, não é preciso dizer mais nada...

Ponho na panela de pressão, muitas vezes ainda congelado ( sogrinha é pra ler só a partir daqui). Como dizia ponho 1 frango com os miúdos na panela de pressão, junto-lhe uma pitada de sal e vai ao lume. Quando o pipo começa na sua dança deixo cozer 15 minutos, se for congelado 20m.

Depois de cozido tiro o frango do seu banho, e deixo arrefecer que eu sou uma rapariguinha muito sensível.

Volto a pôr a panela ao lume, assim que começa a ferver acrescento-lhe uma embalagem de massa costumo usar pevide mas é ao gosto do freguês e 3 ovos mexidos, mexo bem para não deixar agarrar a massa ao fundo. Entretanto vou desfiando o frango, partindo os miúdos e arranjando umas folhas de hortelã.

Assim que a massa estiver cozida, retiro do lume e junto-lhe os miúdos, parte do frango desfiado e as folhas de hortelã. Até nos dá saúde!

A quantidade de frango que ponho na canja é para aí um quarto do bicho, normalmente quando vou ao talho e vejo mistura de miúdos peço sempre uma mão cheia que adiciono ao frango na hora de cozer, também costumo pedir a mesma quantidade de patinhas, mas essas só o Paulo é que come e para ele canja sem patinhas não tem graça.

O resto do frango aproveito para fazer o segundo prato, tomatada, fricassé, pastéis, etc.

Reparem que não pus azeite, as aves já têm gordura que chegue .Os ovos são desnecessários, mas enriquecem a sopa e dão uma cor tão lindinha. Faço sempre da mesma maneira seja de pombo, peru, ganso, pato, galinha...

Ter um blog de culinária dá nisto - parte 1

Não pode uma pessoa pintar o cabelo com uma cor assim a fugir para o B-Groselha sem que lhe venham logo perguntar quantos tomates utilizou na confecção da tinta...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Escabeche da sogra da sogra


É mais saudável, é mais rápido e igualmente bom. Foi a mãe do Paulo que me ensinou e foi a sogra dela que lhe ensinou a ela.
Começa-se por fritar os carapaus só temperados com sal e passados por farinha. Dispõem-se num recipiente que tenha os lados altos, tipo tabuleiro mas que possa ir à mesa.
Por cima dos carapaus coloca-se uma cebola às rodelas, 1 alho picado, salsa picada, colorau, 1 pitada de sal, azeite e vinagre. Cobre-se tudo com água fresca e guarda-se umas horas no frigorifico para que se misturem os sabores.
Acompanha-se com boas fatias de pão alentejano.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Costeletas de borrego de Outono


Num tabuleiro de ir ao forno pus batatas cortadas aos quartos, cenouras aos pedaços, 1 cebola grande aos gomos, alho francês às rodelas grossas e 1 limão cortado em quatro. Temperei com sal e azeite e coloquei o tabuleiro no forno a 220 graus durante 50 minutos.
Passado este tempo retirei o tabuleiro do forno e coloquei as costeletas cruas e temperadas só com sal, pimenta e um fio de azeite, por cima dos vegetais. Acrescentei tomates cereja.
Volta ao forno durante mais 30 minutos, a meio viro as costeletas para dourarem dos 2 lados.
E voilá! Comida boa na mesa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Um, dois, tlês, a papinha do chinês


Um – arranjar os ingredientes

Acredite, numa terra do interior é uma aventura, felizmente fizemos amizade com os chineses da loja de utilidades e bugigangas que fica ao pé dos bombeiros e que fazem o favor de nos arranjar bambu e cogumelos sempre que precisamos.
“Nós não vendel, mas eu pedil a meu cunhado pala quando complal trazel para mim e pala si”.
Temos é que esperar uma semanita ou assim, por isso compro sempre para mais do que uma vez. Ah! E atenção, as latas de bambu que eles chamam pequenas têm 3 kg...

Dois – fazel a papinha

. pôr os cogumelos de molho pelo menos 3 horas em água fria. Na hora de cozinhar partir ao meio, rejeitar os caules, guardar a água onde estiveram de molho.

. temperar a carne com sal e alho picado ( pode ser bife de vaca, de peru, frango ou bifanas) com alguma antecedência. Não esquecer de bater bem a carne com o martelo de cozinha. É assim que os chineses fazem para que a fique tão tenra (ou isso ou porque é carne de cão), e partir em pedaços pequenos.

. cortar o bambu e alho francês, picar uma cebola.

. para o arroz, ervilhas que podem ser congeladas, fiambre aos quadradinhos pequenos e ovos mexidos.

. numa wok, se não tiver pode ser 1 tacho, colocar 1 pouco de óleo, idealmente é de amendoim, eu uso o normal, deixe aquecer bem, junte a carne e 1 esguicho de vinho branco, junte uma colher de sopa de molho inglês e três de molho de soja. Tape para não deixar evaporar, deixe ficar por 3 ou 4 minutos (lembre-se que a carne esta batida e bem fininha, logo é rápido).
Retire a carne e reserve, escorra o óleo até ficar com uma pequena quantidade que mal cubra o fundo do tacho, junte a cebola picada e assim que esta estiver transparente, volte a juntar a carne, os cogumelos e o bambu ponha mais molho de soja e 1 da água onde demolhou os cogumelos, tape.
Mexa de vez em quando e deixe estar até os cogumelos e o bambu estarem macios. Nesta etapa de necessário (depende dos gostos) acrescente mais molho de soja e 1 colher de chá de açúcar louro, mexa bem, veja se necessita se sal, se lhe parecer que tem muito molho, escorra uma parte e acrescente então o alho francês. Tape, deixe cozinhar por 2 minutos. Está pronto.

Para o arroz:
Num tacho ponha cebola picada, azeite a deixe refogar levemente, junte água e uma pitada de sal, ervilhas, os ovos mexidos e o fiambre. Deixe ferver. Acrescente o arroz, deixe cozer em lume brando até ficar soltinho.

Tlês – comel e fical com os olhos em bico.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Camarões


Nunca compro camarões já cozinhados, não sei porque desconfio da sua frescura, mas a verdade é que também nunca compro sem serem congelados, por isso, admito é palermice, mas não há nada a fazer, sou um gajo com algumas convicções.
Não dá trabalho nenhum, e sei o que como (digo eu de mim para comigo).
Ponho ao lume uma panela com água, bastante sal, 2 mãos cheias e cascas de cebola. Deixo ferver, ponho lá os camarotes sem descongelar e quando borbulhar, conto 1 ou 2 minutos, depende do tamanho dos bicharoucos. Findo este tempo escorro e ponho-os imediatamente em água fria, muito fria mesmo, até acrescento gelo, água esta que também está bastante salgada. Isto serve para parar a cozedura.
Ficam de molho durante 15 minutos, seco-os bem com papel de cozinha, disponho-os numa travessa e rego-os com sumo de limão.
Fico com a ilusão que são muito melhores que os comprados já cozidos e fico feliz.
E já agora, não se esqueçam do vinho verde fresquinho!

domingo, 20 de setembro de 2009

Bolo de maçã


Começo por tirar as sementes a 4 maçãs golden, deixo ficar a casca.
A forma convém ser daquelas tradicionais que tem um buraco no meio. Andei a espreitar na minha, diz lá 22 mas não sei se isso se refere ao tamanho, vulgarmente chamo-lhe forma de 6 ovos.
Na forma ponho um copo generoso de açúcar e a mesma quantidade de água, disponho as maçãs em pé por cima, levo ao lume, sim, no bico do fogão e deixo estar até o açúcar ter uma cor acastanhada, ou seja até que se transforme em caramelo, demora uns 30 minutos.
Entretanto misturo 5 ovos inteiros a 1 chávena e meia de açúcar, a mesma quantidade de farinha, 1 colher de chá de fermento em pó e 1 cálice de vinho do porto, pode acrescentar também uma colher de sopa de canela, mas eu prefiro sem.
Convém ter a massa pronta quando as maçãs e o açúcar estiverem caramelizados, assim que isto acontece, disponho a massa por cima das maçãs e vai imediatamente ao forno pré-aquecido a 180 graus. Deixo cozer durante 30 minutos, mas depende dos fornos, fazer o teste do palito é sempre boa ideia.
Assim que o bolo estiver cozido, não esperem, desenformem logo, caso contrário não o vão conseguir fazer, cuidado que o caramelo queima que se farta.
A forma fica impossível de lavar, deixem ficar de molho umas horas, acreditem facilita o trabalho.

sábado, 19 de setembro de 2009

Açorda de poejos com jaquinzinhos



Tinha restos de pão duro, o tempo está mais frio mesmo convidativo para a primeira açorda depois do Verão.
Fui à minha horta (3 vasos) e colhi uma boa mão cheia de poejos, lavei-os bem, retirei as folhas (não uso os cales) e juntei-lhe 2 alhos e uma pitada de sal. Esmaguei tudo no almofariz. Pus a mistela numa taça e juntei azeite. Cortei pedaços de pão duro.
À parte pus uma panela com água ao lume e deixei ferver, assim que levantou fervura juntei os ovos para escalfarem.
Quando os ovos estavam prontos, pu-los de lado e deitei parte da água onde os cozi na taça onde tinha os outros ingredientes, misturei bem, rectifiquei o sal e fui juntando os pedaços de pão, até ficar consistente mas não seco.

Ao mesmo tempo, o Paulo foi passando por farinha e fritando os jaquinzinhos que tinha temperado antes com uma pitada de sal.

Já cheira a Outono.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Arroz de Sustança ( ou de substância para os não alentejanos)


Não é um prato para festas, mas lá que dá um jeitão para o dia a dia, lá isso dá.
Ora vejam: cortei em cubinhos 4 fatias de lombo já assadas e uma fatia de fiambre grossa ( peçam na charcutaria para cortarem com a máquina no 8), juntei 4 salsichas às rodelas, 1 lata de cogumelos laminados e uma mão cheia de salsa picada. Á parte fiz 4 ovos mexidos que depois desfiz em pequenos pedaços, por juntei o preparado anterior.
Num tacho coloquei 1 cebola picada, juntei um pouco de azeite e deixei refogar. Acrescentei os picados todos juntos, dei uma mexidela e tapei tudo com água fria.
Quando começou a ferver, acrescentei 1 caldo de galinha e sal a gosto. Juntei 2 chávenas de arroz, deixei cozer em lume brando até ficar soltinho.
Servi com salada de tomate e pepino.

sábado, 12 de setembro de 2009

Torta de bacalhau


Come-se quente, come-se fria, com ou sem salada, com ou sem maionese, boa para piqueniques e para festas informais. O que é? Alguém adivinha?
Não é difícil, tá no titulo. Isso mesmo torta do fiel amigo.
Fácil, fácil e bom!
Vamos lá: cozi e desfiei 2 postas generosas de bacalhau.
Descasquei uma cebola e dois dentes de alho que piquei finamente, pus um tacho com 3 colheres de sopa de azeite e levei a cebola a lume brando até estar transparente, juntei os alhos.
Enquanto esperava, numa tigela à parte juntei a 4 colheres de sopa de farinha 1 colher de chá de fermento em pó, misturei bem.
Quando a cebola já estava com ar de fantasma, juntei a farinha, mexi bem e rapidamente reguei com 2,5 dl de leite que tinha aquecido previamente, sem parar de mexer, juntei o bacalhau e uma boa mão cheia de salsa picada, deixei engrossar ligeiramente e desliguei o fogão.
Parti 5 ovos, juntei as gemas ao preparado anterior, misturei vigorosamente, assim como quem está a pensar fazer qualquer coisa indizível ao chefe e bati as claras em castelo, se o fizer à mão pode continuar a pensar no chefe.
Juntei as claras, colherada a colherada e desta vez já sem raiva fui misturando delicadamente. Provei a ver se tinha sal suficiente (não façam isto em casa, os ovos ainda estavam crus e podem ter salmonelas...) e acrescentei uma pitada de pimenta branca.
Aqueci o forno a 200 graus durante dez minutos enquanto forrava um tabuleiro com papel vegetal e o untava com margarina.
Pus a mistura num tabuleiro e levei ao forno até ficar douradinho, coisa para 25 minutos mais ou menos.
Para desenformar basta puxar suavemente pelas pontas do papel vegetal, deixe arrefecer ligeiramente, se quiser cubra a parte que está virada para cima com maionese ( mas não se esqueça, um minuto na boca, uma vida nas ancas), enrole e tá feito.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sopa de repolho com feijão encarnado


Descasquei

5 batatas médias,
5 cenouras médias,
1 cebola média,
2 nabos (adivinhem) médios.

Pus na panela de pressão, juntei sal e azeite e cobri com água.
Cortei repolho em juliana, pus no cesto dos vegetais e acrescentei 1 frasco de feijão encarnado já cozido, levei tudo ao lume.
Deixei cozer por mais ou menos 20 minutos depois do pipo começar a rodar.
Desfiz a base da sopa, juntei o repolho e o feijão.
O resultado está à vista aí em cima.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Patê de frutos do mar


Vou-vos confessar uma coisa! Hoje não me apetecia escrever absolutamente nada, mas, a Goya chateou-me a um ponto que tive mesmo que me mexer.
Então aqui vai!
Para este patê são necessários 2 alhos, 8 camarões já cozidos e obviamente descascados, 5/6 delicias do mar. Triturar tudo muito bem na 1,2,3 até obter uma massa homogénea.
Findo isto, acrescentar uma colher de sopa de ketchup e maionese até ficar cremoso.
Colocar num recipiente giro e rodear de tostinhas.
É de comer e chorar por mais!
UFAAA ESTE JÁ TÁ!!!!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Tagliatelle all’uovo e da outra de espinafres, com carne que estava no frigorifico


Fazer o jantar diariamente quando se chega do serviço é castigo, hoje amenizei a coisa, inventei, foi rápido e até nem me saí mal.
Cortei em cubos uns pedaços de carne que estavam esquecidos no frigorifico, eram bifanas, mas para o caso pode ser outra carne qualquer. Como me pareceu pouca cortei também aos cubos um pedaço de bacon e abri uma lata de cogumelos laminados.
Piquei uma cebola, juntei 2 colheres de sopa de azeite e deixei alourar, acrescentei o bacon e fritou até ter um ar tostado. Desliguei o fogão. Acrescentei a carne e os cogumelos. Deixei-os sossegados.
À parte pus uma panela com água e bastante sal, deixei ferver e coloquei as massas ( foi a primeira vez que cozi duas diferentes para a mesma refeição, mas aqui no supermercado do bairro só havia uma de cada, que não chegava para todos, e assim sempre tem um sabor extra, e blá blá blá, as desculpas que se arranjam quando não apetece ir a outro lado...)
Pior, ainda fiz mais batota, (vergonha) comprei uma saqueta de creme de cogumelos em pó (não, não é sopa, é mesmo um creme para molhos) segui as instruções.
Quando a tagliatelle ( ou as tagliatelles) estava no ponto, escorri, juntei as carnes com os cogumelos, o molho da tal saqueta e servi com azeitonas verdes.

Estava bom! Por vezes fazer batota compensa!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Almôndegas - receita do século XIV


Limpar-se-ão dois arráteis de carneiro de perna, dos nervos e peles
E picar-se-ão com uma quarta de toucinho e cheiros; como estiver picado deitem-lhe 3 ovos, um miolo de pão ralado, adubos, vinagre e sal. Feito isto pique-se outra vez tudo muy bem picado, tenha-se ao lume uma tigela, cozam-se nela as almôndegas em lume brando, as quais se farão do tamanho que quiserem. Tornem-se a temperar com todos os adubos e coalhe-se com 3 gemas de ovos e com sumo de limão.
Tenha-se no prato, que estará untado com as almôndegas, com o caldo grosso, e logo por cima canela e limão e levar-se-ão à mesa.
Assim também de fazem de galinha.

Desenrasquem-se, eu também não percebi nada…

sábado, 5 de setembro de 2009

Coelho com vinho tinto em cama de grelos ( é fino não é?) ou coelho à Maridaglória para os amigos


Quando vou ao talho e compro um bicho destes faço-me de parva e peço sempre:
- Pode partir aos pedaços se faz favor, mas deixe-me as pernas inteiras poramordedeus. Não é que seja difícil de partir, mas quanto mais eles fizerem menos nós fazemos...
Adiante, este é um prato que convém agendar de um dia para o outro, pois convém deixar o dito bicho em marinada o mais tempo possível ( tipo 12 ou 24 horas, não exagerem pois pode apodrecer, lol)
Chego a casa com um sorriso malandro, não tenho que partir a chicha, lavo-a bem, ponho num recipiente que possa tapar, junto-lhe uns 7 ou 8 dentes de alho picados, 1 pitada (eu disse pitada!) de pimenta e sal a gosto, 2 folhas de louro e vinho tinto até tapar tudo.
Passa uma, passam duas, passam três... passam doze, passam quinze, pronto! Passam algumas horas.
De volta à cozinha, bafejando, praguejando, bufando e maldizendo o calor, sim porque tive que correr a vila inteira até conseguir arranjar um molho de grelos o que com 35 graus à sombra não é nada agradável, e eu que não gosto, não tenho jeito, não sei conduzir, raios me partam, para que gastei tanto dinheiro na carta, sou mesmo dahhhh!
Ok, calma! Como diz a minha filha a cada três frases.
Arranjo os grelos, corto-lhes as partes mais rijas e as espigadas, lavo-os e coloco-os numa panela que já tem água a ferver e sal, deixo cozer.
Ponho azeite, 5 colheres de sopa mais ou menos, num tacho, deixo aquecer e acrescento o coelho com a marinada, tapo e deixo-o estar assim uns 20 minutos, gosto de o ver suar.
Por fim, retiro todos os pedaços do tacho, deixo ferver o molho até restar praticamente só o azeite. Volto a colocar a carne de forma a fritar levemente.
Retiro do lume, mantenho quente.
Escorro e tempero os grelos com sumo de limão, azeite e sal se necessário.
Deito o coelho sobre os grelos e aí está ele todo contente, ressonando alegremente até que uns olhos gulosos pousem nele.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Espetadas


Preguiça, preguiça, preguiça... ter que fazer jantar, jantar, jantar...
A malta com fome e eu com pouca vontade, que fazer?
Tem que ser rápido, rápido, rápido. Ideia!!! (lâmpada sobre a cabeça). Ir ao Pingo Doce, comprar espetadas, chegar a casa e temperar.
Pus 4 alhos no almofariz, acrescentei sal e esmaguei, barrei as espetadas( de peru), pus umas gotas de limão.
Bem dito Verão! Liguei o grelhador do quintal, o meu é de pedras, mas em carvão fica melhor ainda, deixei aquecer o coiso e coloquei as espetadas a grelhar.
Fui fazendo salada com o que encontrei no frigorifico.
Ficou bom e pus a loiça na máquina, abençoada tecnologia.
Jantar feito! Preguiça passada! Malta satisfeita! FIM!!!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Perna de borrego assada no forno


Encontrar um talho de confiança, comprar uma bela de uma perna, ou mão.
Pedir ao talhante que dê uns golpes para assar e que tire o nervo (bedum ou lá como se chama).
Colocar a perna num tabuleiro de ir ao forno, descascar ou não, depende do gosto, batatas aos cubinhos.
Rodear a pernita com as batatas para não se sentir só.
À parte, tire a pele a 2 cebolas e a 5 ou 6 alhos. Arranje um molho de hortelã e vinho
branco que pode ser foleiro, não altera o resultado final.
Ponho no copo da varinha mágica, 1 cebola, 3 dentes de alho, uma boa mão cheia de hortelã, sal, pimenta, pimentão, azeite (pouco) e vinho até tapar tudo.
Desfaço com a varinha mágica.
Verto para cima da carne e batatas e faço outra vez mais um copo desta mistela.
Ponho raminhos de hortelã nos golpes que o talhante deu.
Vai ao forno a 220 graus durante cerca de duas horas e meia.
Durante esse tempo temos que ir virando a carne, mexendo as batatas e pondo molho por cima (cuidado para não deixar secar, se necessário acrescente mais um pouquinho de vinho branco ou água).
Sabem como diz o grande cozinheiro Chacal?
- Sucesso garantido!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tomates, tomates e mais tomates


Comprei tomates, ofereceram-me tomates, enviaram-me tomates e até a minha mãe nos deu tomates.
Deus! Que fazer a tanto tomate???
Óbvio, TOMATADA! desta vez de frango e aproveito, ainda faço uma canja que a outra sopa já tá a acabar.
Cozo o frango na panela de pressão, 15 minutos depois do pipo rodar, era de aviário, os do campo demoram cerca de 30 minutos. Deixo arrefecer e desfio grosseiramente.
Agora os tais tomates, pelo-os debaixo de água quente (acreditem é bem mais rápido) e corto-os aos pedaços. Quando já tenho suficientes ponho ao lume uma panela (usei a mesma onde cozi o frango, temos que nos poupar) com azeite e 1 cebola cortada às rodelas, deixo refogar ligeiramente, acrescento os tomates, um pouco de sal, um pimento cortado em pedaços pequenos e ovos inteiros, é opcional mas eu gosto da tomatada de frango, com ovos.
Já ferve há 10 minutos, provo, corrijo o sal, acrescento uma colher de chá de açúcar porque os tomates são ácidos e finalmente junto o frango desfiado. Deixo ferver mais uns 5 minutos.
Desligo a panela, descasco os ovos.
Acompanho com batatas fritas.

domingo, 30 de agosto de 2009

Mousse de tang (morango vá!)


Pois! É verdade! Não é muito comum mas por vezes também se fazem doces por aqui.
Este é o máximo, ninguém imagina, ninguém adivinha, todos os gulosos gostam e tem aquele ar de que levamos horas na cozinha para fazer tal coisa.
Tchanam !O segredo vai ser revelado.
Bati 2 pacotes de natas ( se estiverem umas 12 horas no frigorifico atingem mais rapidamente o ponto), juntei 1 lata de leite condensado, peguei num pacote de tang (nunca experimentei com outras marcas) e desfiz num copo com leite (2dl), acrescentei ao preparado anterior.
Ficou no frigorifico de um dia para o outro pois estava cansada de tanto ser mexida.
Depois é só servir e maravilhar o pessoal.
Nota1 – podem usar o sabor de tang que preferirem, o de manga é espectacular, se puserem uma frutinha a decorar fica mais bonito e mais “real”
Nota2 – experimentem congelar, dá um geladinho muito suave e saboroso, principalmente se o regarem com xarope do mesmo sabor (uso o da royal)
É um 2 em 1, mas Shiuuuuuu, o segredo é para ficar entre nós, não contem a ninguém ok?

sábado, 29 de agosto de 2009

Salsichas frescas com repolho


Esta é uma das receitas que toda a gente faz e que toda a gente se queixa que dá mais trabalho do que vale. Ora aqui esta vossa amiga, adepta da cozinha saborosa mas rápida e de fácil concepção tinha que arranjar uma maneira de dar a volta ao original.
Fica igualmente saboroso e ainda podem repetir a dose dos vegetais sem terem que comer a carne. Só boas noticias como podem ver.
Habitualmente enrola-se pacientemente a salsicha numa folha de repolho, põe-se ao lume com muito cuidado e reza-se para que tudo corra bem até chegar à mesa.
Eu faço assim:
Pico uma cebola à qual junto azeite e faço um refogado leve, quando a cebola já está transparente junto bacon ou presunto cortado aos cubinhos e deixo estar até o bacon/presunto começar aos pulos, junto água suficiente para cozer a couve-lombarda e as salsichas.
Ok, a água já ferve, ponho primeiro o repolho cortado em juliana e por cima coloco as salsichas frescas. Deixo cozer durante mais ou menos 40 minutos ou até o repolho estar no ponto. Vejo se tem sal suficiente, sirvo e está feito!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dica da semana – como escolher peixe




A qualidade do peixe reside na sua frescura, pelo que esta deve ser a primeira exigência do consumidor. Tendo em conta a rápida deterioração do pescado, mesmo quando asseguradas as melhores condições possíveis, é necessário observar atentamente o aspecto do peixe.

Odor - Quando é fresco o peixe cheira a maresia
Corpo - Deve ser firme e brilhante. Ao deteriorar-se, a carne fica flácida, pelo que pode testá-la pressionando-a com os dedos e, se estes não deixarem marca, significa que o peixe é fresco.
Olhos - Quando fresco, os olhos devem ser salientes, a córnea transparente e a pupila negra e brilhante. Se os olhos estiverem encovados, a córnea leitosa e a pupila cinzenta, indica que não estará em boas condições.
Pele - Deve ser brilhante e com as escamas bem agarradas. A cor da pele deve ser viva, homogénea e com alguns reflexos. O muco-camada gelatinosa que cobre a pele deve ser aquoso e transparente.
Membrana - Trata-se de uma pele interior que cobre a barriga do peixe e que deve aderir completamente à carne. Quando o peixe não está próprio para consumo, esta membrana separa-se da carne.
Guelras - Devem ser brilhantes, bastante vermelhas e sem muco. Com a perda da frescura, estas ficarão amarelas e ganham muco.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cachaço de black pig


Este era de porco preto, mas já fiz com porco de outras cores e ficou igualmente bem.
É preciso é ter paciência porque este prato dddddddddeeeeeeeeemmmmmmmmoooooooorrrrrrraaaaa um bocadito a preparar, mas acreditem no fim vale a pena o sacrifico.
O dito cachaço tinha cerca de 1,5 kg (menos que isso não vale a pena).
Esmaguei 6 alhos no almofariz com sal grosso, esfreguei esta massa por toda a superfície da carne, cortei uma folha de alumínio que desse para embrulhar tudo muito bem.
Na folha pus rodelas de limão e um ramo de alecrim, a carne por cima, coloquei mais algumas rodelas de limão e 1 ramo de alecrim no topo da carne, agasalhei bem o cachaço, embrulhando-o com todo o cuidado na folha de alumínio. Tabuleiro com ele.
Liguei o forno a 100 graus e deixei ficar assim a chicha na sauna durante 4 horas ( não, não me enganei, são mesmo 4 horas). Fui à minha vida.
Ao fim desse tempo desembrulhei a carne que estava cá com um cheirinho... cortei às fatias e voltei a pôr no forno desta vez a 220 graus, para lhes dar um ar mais bronzeado, que é como quem diz saudável, que isto de uma pessoa ser muito branca nunca é coisa boa, nem bonita de se ver, com a carne é igual. Claro que aproveitei todos os sucos que estravam na folha de alumínio, com os quais reguei a carne antes de ir para o forno outra vez, ficou a modos que maquilhada e linda, mesmo soberba diria eu.
Para acompanhar tal diva uma qualquer salada não servia, então cozi batatas de tamanho médio com a pele ( deixei arrefecer que aquilo queima) e cortei aos gomos.
Pus um tacho ao lume com azeite, 1 alho picado e alecrim, deixei aquecer, juntei as batatas, temperei-as com uma pitada de sal fino e salteei-as.
O resultado, só provado, visto não dá para perceber!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pescadinhas de rabo na boca


Saí às 18.30h, fui às compras, vim das compras, arrumei as compras.
O relógio marcava 20.27h, não me apetecia fazer nada.
Eu ansiava pelo sofá, a malta ansiava pelo jantar, a minha mente gritava:
- Vai mas é trabalhar!
Suspirei, tem que ser, mas vou optar pelo mais rápido, quero-me despachar. Ser mãe, mulher e irmã tem destas coisas.
Tinha comprado uns verdinhos (agora chamam-lhes assim) bem frescos, temperei-os com sal, passei-os por farinha à qual tinha juntado uma pitada de pimenta branca e pu-los a fritar em óleo bem quente.
Entretanto fui pondo um tacho ao lume no qual coloquei água e sal, assim que ferveu acrescentei 1 colher de sopa de margarina e ervilhas, deixei ferver mais um pouco (7,8 minutos) juntei arroz, baixei o lume e deixei cozer até ficar malandrinho.
Resultado: pescadinhas de rabo na boca com arroz de ervilhas.
Para dar um toque de mestre espremi umas gotas de limão sobre o peixe já frito.
O jantar ficou pronto em 30 minutos e às 22.00h já estava a dar maçada ao tal sofá.

domingo, 23 de agosto de 2009

Diz que é uma espécie de jardineira!


Comprei um pedaço de carne para guisar, costumo fazer com esparguete, mas como tínhamos comido massa no dia anterior decidi fazer uma "espécie" de jardineira.
Na panela de pressão pus 2 tomates médios maduros sem pele nem sementes, 1 cebola cortada ás rodelas, 2 alhos picados, sal, azeite, um raminho de hortelã e a carne (o naco inteiro), cobri com água e deixei cozer durante 20 minutos depois do pipo começar a rodar.
Cortei cenouras ás rodelas, batatas aos cubos e como não tinha feijão verde decidi usar ervilhas.
Deixei tudo sossegado e pronto para mais tarde.
A 1 hora do jantar voltei outra vez à cozinha.
Tirei a carne da panela, cortei em cubos, voltei a pôr a panela ao lume e assim que começou a ferver juntei-lhe a carne, as batatas, cenouras e as ervilhas (usei congeladas), rectifiquei o sal e acrescentei um pouquinho de água, porque me parecia que a que lá estava não era suficiente.
Deixei cozer os legumes, tirei dois ou três pedaços de batata que desfiz grosseiramente com um garfo, juntei-as ao resto para engrossar o caldo e está o jantar feito.
Só vos digo ficou muito saborosa, mas na hora de lavar a loiça ainda me soube muito melhor.

sábado, 22 de agosto de 2009

Sopa de Coentros


Não, não é creme, não tem os coentros desfeitos, não fica verde. É mesmo sopa, a minha sopa de coentros.
Numa panela coloco uma cebola, umas quantas batatas, cenouras, azeite e sal.
Noutra panela ponho água a ferver à qual acrescento uma pitada de sal.
A primeira panela fica sossegada ao lume até cozer todos os ingredientes que vão ser triturados para fazer a base da sopa.
À segunda panela acrescento umas quantas tiras de esparguete partido em três, deixo cozer até ficar “al dente”
E os coentros? Não pensem que me esqueci. Não os pico, não quero os cales, limito-me a arrancar as folhas (sim, uma a uma) e depois de já ter suficientes, lavo-as bem com água fria.
Entretanto junto o esparguete já escorrido aos vegetais já triturados sem deixar arrefecer.
Como faço sopa para mais que um dia ponho os coentros assim, lavados e crus no fundo do recipiente onde a guardo (se tiver paciência para fazer sopa todos os dias pode pô-los no fundo da terrina ou até mesmo no prato), por cima despejo a base da sopa bem quente. Desta forma os coentros vão escaldar e largar todos os seus sucos e aromas para toda a mistura.
Mexo bem e delicio-me.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Dica da Semana - Coma Uvas


As uvas crescem em cacho, o cacho tem a forma do coração humano.
Cada uva assemelha-se a uma célula sanguínea.
Várias investigações científicas mostram que as uvas são um alimento profundamente vitalizador para o coração e sangue.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Salada Cigana


Não sei porque se chama assim, talvez tenha origem nos mercados francos em que os vendedores entre um – Comprem meninas comprem! E um – Não há nada mais barato! Iam cortando os legumes e despejando as latas de atum para o almoço.
Só sei que não há nada a fazer! Este é um daqueles pratos que por mais voltas que se lhe dê, nunca fica com bom aspecto.
Acrescentei azeitonas, mudei de loiça, pus salsa, tirei salsa, mas o resultado é sempre o mesmo: Feio, grosseiro, pouco aprazível, já o sabor...
Começo por cozer ovos e batatas pequenas (daquelas para os assados) com a pele.
Numa tigela ponho tomate e pepino cortado às rodelas fininhas, pimento e cebola às tiras.
Escorro 2 latas de atum e junto aos vegetais.
Quando as batatas já estão cozidas (cuidado para não cozerem de mais), tiro-lhes a pele, descasco os ovos, corto às rodelas e junto ao resto dos ingredientes.
Tempero tudo com sal , azeite e vinagre e voilá.

Prefiro comer esta salada fresca, por isso faço-a sempre com alguma antecedência e ponho no frigorifico até refrescar, mas neste caso só tempero na hora de servir, se temperar antes os vegetais ficam moles e com um sabor desagradável.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Carne de Porco à Alentejana (à minha moda claro)


Comprei 1 kg de rojões no talho dos Espanhóis, pus-a olhar e a pensar o que fazer com eles, comecei a limpá-los das gorduras e pareceu-me ouvi-los a pedir amêijoas. Cocei o queixo, fiz “hummm” e considerei fazer-lhes a vontade…

Assim ficas sem ter o que fazer para o jantar, tudo o resto está congelado, mas não há nada que um frango assado comprado aqui na vizinhança não resolva, ou uma pizza, talvez uns ovos mexidos, não ovos mexidos refilavam logo e em menos de nada andavam-me a atacar a cozinha outra vez, ai que trabalhos! Nem sequer tenho sopa…

Olha, quero lá saber, apetece-me e para amanhã já tenho ementa, hoje logo se vê!

Temperei a carne com: 3 colheres de sopa de massa de pimentão, (compro já feita), 3 dentes de alho picadinhos, 2 folhas de louro cortadas aos pedaços, sal (pouco porque a massa já tem sal), uma pitada de pimenta e vinho branco (assim a olho, ¼ de litro).

Envolvi bem a carne com o resto, tapei-a, deixei-a descansar e desejei-lhe boa noite.

No dia seguinte, quando voltei do trabalho e já a babar-me, pus 1 kg de amêijoas numa banhoca refrescante de água salgada para se livrarem da areia, sempre tão incómoda quando estamos na praia e que se enfia em todo o lado. Obviamente quero as minhas amêijoas bem dispostas, (quando as compro congeladas poupo-lhes o banho) deixei-as ficar a curtir durante umas 2 horas e ao fim desse tempo esfreguei-as muito bem debaixo de água corrente. (sabe sempre bem uma chuveirada depois de um banho de imersão).

Deitei 3 colheradas de sopa de banha(sim banha, também peco de vez em quando) numa frigideira e quando esta estava bem quente juntei-lhe a carne bem escorrida e deixei fritar, mexendo de vez em quando, até estar loura (não burra, só loura mesmo), juntei então a marinada e deixei ferver mais uns 3 ou 4 minutos por fim juntei as amêijoas, fui mexendo e quando estas já estavam abertas e a olhar pra mim, desliguei o lume.

À parte fritei batatinhas novas aos cubinhos, juntei-lhes a carne, salpiquei tudo com salsa picada e comemos que nos fartamos.

No fim ao olhar para as conchinhas das minhas amigas que tão bem me souberam, achei que para a próxima talvez as sirva também acompanhadas com uns gomos de limão para as perfumar antes de… enfim, vocês sabem!

domingo, 16 de agosto de 2009

Entrecosto assado no forno


Hoje resolvi presentear-vos com mais uma opção simples e muito saborosa. Como diria o meu «amigo» Anthony Bourdain*: -‘tastes and smells are my memories’. Por esta razão, resolvi falar-vos deste prato, que ao fim de algumas horas após o ter consumido, persiste em atormentar-me a alma com os seus sabores e cheiros ainda bem presentes na minha memória... e na cozinha também J
Então vamos lá: num almofariz colocam-se 6/7 dentes de alho, sal q.b. e um pouco de colorau. Esmaga-se tudo muito bem e por fim adiciona-se, ainda no almofariz, sumo de limão e mistura-se tudo.
Entretanto, coloco num tabuleiro em alumínio o respectivo entrecosto e barro-o com a base feita anteriormente.
Com o forno previamente aquecido, coloco o dito a 220º durante 50 minutos, pelo meio vou revolvendo e virando até ficar no ponto.
Como acompanhamento, podem fazer o que vos der na bolha, tal como uma salada, batata frita e como eu prefiro, um bom puré de batata. Desta vez acompanhei com salada e rebentos de soja.
Dirão vocês: - ‘humm, muito pouco saudável não achas Paulo?’, digo eu: -‘muito saboroso e de fácil concepção’ e por fim o «amigo» Bourdain diria: - ‘odeio coisas demasiado saudáveis, quais vegans qual quê, eu sou um autêntico carnívoro’.
Bom Apetite!

*Anthony Bourdain é Chef no Restaurante ‘Les Hales’ em Nova York e apresentador do programa televisivo ‘A Cooks Tour’.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sopa de tomate


A mãe do Paulo deu-nos uvas.
Eu fui a correr fazer sopa de tomate.
O que tem a ver uma coisa com a outra? Adoro comer sopa de tomate e acompanhar com uvas.
Existem inúmeras receitas de sopa de tomate, a minha é feita assim:
Pico uma cebola à qual junto azeite e um pouquinho de sal. À parte tiro a pele a alguns tomates bem maduros e corto-os em pedacinhos pequeninos. Quando o refogado já está pronto junto-lhe os tomates e espero que se desfaçam até ficar com uma consistência de puré, se vejo que está muito grosso, junto um pouco de água, se tem ainda pedaços de tomate inteiro desfaço com a varinha mágica, espero ferver e ponho lá para dentro uns ovos para escalfarem.
Na hora de servir, torro fatias de pão que servem de cama e tempero com oregãos e magericão picado ( não foi o caso desta vez não tinha).
Era tal a gulodice que até queimei o céu da boca.
Para mim esta sopa serve de refeição completa.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Meia Desfeita


O fiel amigo, o das mil e uma receitas, o tal da Noruega, enfim o bacalhau, tem sempre boa saída, é uma forma de pôr esta gente a comer peixe e até nem fica caro se contarmos que um bacalhau dá para pelo menos 2 refeições para 4 pessoas, mas, convém ter qualidade caso contrário sabe a sabão.
Sempre que compro bacalhau, assim que chego a casa ponho-o a demolhar (processo chato que demora 24 a 48 horas dependendo da espessura) e depois congelo-o em duas porções diferentes, a primeira é a que tem as postas do lombo, altas e brancas como gostamos cá em casa. Estas postas habitualmente acabam cozidas ou assadas.
As restantes ( rabo, asas, etc.) aproveito para fazer uma qualquer receita em que se pretende o bacalhau desfiado. Foi este o caso.
Peguei nas postas menos nobres e sem descongelar pu-las a cozer num tacho onde já uns ovos nadavam alegremente. Ao fim de 10 minutos estava cozido.
Abri 2 frascos de grão de bico e sem escorrer pu-los num tacho para ferverem um bocadinho (tenho a mania que são muito duros se os tirar directamente do frasco para o prato).
Entretanto, tento desfiar o bacalhau, enquanto me queimo e desfio também um grande número de asneiras, raios e coriscos e penso sempre:
- Mas porque é que não congelo esta porcaria já desfiada?
Após o suplício, descasco os ovos e corto-os às rodelas ou pico-os (depende da telha), junto o bacalhau, cebola e alho picados finamente e o grão já escorrido.
Tempero com azeite e vinagre, acrescento uma pitado de colorau e sal se necessário. Misturo tudo bem misturadinho e no fim acrescento salsa picada o que faz com que o bacalhau fique mais saboroso e apelativo.
Apesar de ser um prato pesado cá em casa desaparece num abrir e fechar de olhos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Dica da semana


Para evitar a ressaca: Ferver 2 colheres de sopa de salsa em ½ litro de água durante 7 minutos. Dado que o fígado também se ressente quando se bebeu em excesso, é aconselhável comer no dia seguinte uma salada com muito pepino que ajudará o fígado a desintoxicar-se.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Gaspacho


Em menos de nada estou cheio de fome! Estamos em crise mas não é preciso andar a pão e água! Não gosto de sopa fria! Como 2 ou 3 colheres e já não consigo comer mais! Bieccc!...
Estas e outras são as desculpas que eu tenho que enfrentar de cada vez que digo que vou fazer um gaspacho, e eu que adoro… é de tal maneira que decidi fazer sempre que me apetece, mas obviamente que o faço só para mim.
Lamúrias à parte, o meu gaspacho é feito assim: começo por esmagar 1 dente de alho com sal depois junto pão duro (2 fatias) partido em pedaços pequenos, procuro um tomate bem maduro ao qual tiro a pele e a maior parte das sementes e junto-o ao pão, aperto, desfaço bem até fazer uma papa ( sim, tem um ar nojento, foi o Francisco Galão que me ensinou a fazer assim e no fim faz toda a diferença, obrigada amigo). Pico em pedacinhos pequenos, pepino, pimento, tomate e cebola, a quantidade de cada depende do gosto de cada um, finalmente junto azeite e vinagre, água bem fresca e mexo bem até os ingredientes se misturarem.
Acompanho com fatias de presunto ou azeitonas, mas sempre que posso uso a variação do Chico que é juntar pequenos pedaços de ameixas no gaspacho. Acreditem vale a pena.
Ao fim de 2 horas temos fome, mas diz que é saudável comer muitas vezes ao dia.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Bôla de Redon


Presumo que seja assim em todo o lado, mas cá em casa é mesmo um castigo, ninguém pega nos Redon (restos de ontem, para os leigos) e como não chegam para todos lá vamos cozinhando mais e consequentemente acumulando mais.
Hoje ao abrir os frigorifico deparei-me com: restos de carne assada, restos de frango assado, restos de bacalhau com grão e 3 salsichas que olhavam tristemente para mim do fundo da sua lata.
Espera aí que eu já te digo! Lavo a cara a isto e a malta nem sabe o que está a comer, que isto de deitar comida fora não é grandeza.
Pus o bacalhau de lado, logo vejo que volta lhe vou dar e virei-me para as carnes.
Cortei a carne assada em pedacinhos pequenos, desfiei o frango, cortei as salsichas às rodelas, acrescentei salsa picada e 1 lata de milho para dar cor e disfarçar, e agora? Uma salada? Arroz ? lembrei-me da Bôla e como tinha tempo resolvi fazê-la, assim à minha maneira, vá.
Bati 6 ovos com 3 chávenas de farinha e 2 colheres de chá de fermento em pó, quando aquilo já estava tipo massa consistente e não se conseguia misturar, acrescentei aos poucos 1 chávena de leite e 1/3 da mesma chávena de óleo. Por fim juntei as carnes, não pus sal porque as carnes já estavam temperadas.
Para terminar deita-se o preparado num tabuleiro untado com margarina e polvilhado com farinha, eu limitei-me a por papel vegetal na tabuleiro e untá-lo com margarina, dá menos trabalho e no fim é mais fácil lavar o tabuleiro.
Vai ao forno pré-aquecido a 220 graus durante cerca de meia hora.
Para ver se a bôla estava cozida usei o velho truque do palito, quando saiu seco, retirei do forno.
Deixei arrefecer, desenformei e servi com salada de alface e cenoura ralada.
Adeus restos e ainda lamberam os dedos (o bacalhau acabou por ir parar ao lixo... paciência, não se pode salvar tudo).

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

DICAS



Hoje damos inicio a uma nova secção neste blog, que se pretende que seja semanal, intitulada de Dicas que mais não são do que pequenos truques.
Sabiam que... para eliminar o cheiro intenso do alho quando se acaba de utilizar, basta passar com os dedos repetidamente na lâmina da faca com que cortámos o alho sobre água corrente. Pois é, muito simples não acham?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Pimentos recheados e torricados







Habitualmente aproveito os dias de folga para fazer os comeres que demoram um pouco mais de tempo do que estou disposta a dar nos dias em que trabalho. Hoje foi um desses dias, decidi fazer pimentos recheados e torricados para acompanhar.
Comecei por cozer uma pá de porco que foi a carne que usei para rechear os pimentos, mas podem optar pelo que mais vos agradar. Continuando, depois de cozida a pá cortei-a em pedaços mais pequenos e piquei-a na 1,2,3 (cuidado para não picar demais, não queremos papas de carne) e pus de lado.
Num tacho pus duas cebolas médias e dois alhos tudo picado finamente, sal, pimenta (pouca) azeite e levei ao lume até fazer um refogado ligeiro, quando a cebola estava transparente juntei a carne, salsa picada( mais ou menos uma colher de sopa), uma lata pequena de rebentos de soja outra lata de cogumelos laminados, uma colher de sopa de polpa de tomate e 1 dl de vinho branco, misturei bem todos os ingredientes e deixei ficar em lume brando até o vinho evaporar .
Entretanto lavei os pimentos, tirei-lhes as sementes e como eram grandes parti-os ao meio no sentido vertical, mas de forma a que pudessem servir de recipiente, coloquei-os num tabuleiro com a parte aberta virada para cima, temperei-os com sal e levei-os ao forno a 200 graus durante 30 minutos.
Após esse tempo retirei os pimentos já meios assados do forno e recheei-os com a carne. Coloquei por cima de cada um deles uma dose generosa de queijo ralado e voltei a pô-los no forno até o queijo gratinar.
Para acompanhar fiz os Torricados, que são uma espécie de pão de alho caseiro.
A receita original é feita com um fogareiro de carvão, tá bem abelha, estou de folga mas não sou parva, usei o grelhador eléctrico.
A meu ver o melhor pão para fazer os torricados são as bolas de pão caseiro, mas também já fiz com chapatas e o resultado é satisfatório.
Começa-se por cortar o pão ao meio e no lado do miolo fazem-se uns pequenos cortes de maneira a ficar com quadrados pequenos (cuidado para não chegar à côdea), pincela-se a côdea com azeite e vai a torrar com esta parte virada para baixo, quando já está torrado vira-se cada fatia e torra-se do lado oposto. Depois de ter os dois lados torrados esfregue o pão com um dente de alho, com maior incidência no lado do miolo, pincele este mesmo lado com azeite e salpique com uma pitada de sal, depois é só levar ao grelhador com esta parte virada para baixo e até ouvir os torricados “chiar” ( 30 segundos se tanto).
Pode voltar a esfregar o dente de alho nos torricados ou servi-los assim mesmo, são uma delicia.

domingo, 2 de agosto de 2009

Alheira de Mirandela com Couve-flor


Sempre que me desloco ao norte do país aproveito para degustar a única e original Alheira de Mirandela.
Não era hábito comer, no entanto, numas compras do dia-a-dia descobri quem as vendesse bem perto de casa e resolvi experimentar.
Como nunca tinha confeccionado tal coisa, perguntei, pesquisei e… muitas receitas surgiram, entre elas, uma em que se colocava a alheira no forno envolta em papel de alumínio. No entanto, achando que ficaria muito oleosa decidi fazer da seguinte forma: coloquei a Alheira numa grelha que por sua vez estava sob um recipiente metálico, para não verter gordura para o forno. Com um garfo piquei-a várias vezes para que não rebentasse.
Coloquei no forno previamente aquecido (10 minutos), a uma temperatura de 220º durante 20 minutos. Enquanto este processo se desenrolava, lavei muito bem a Couve-flor e levei ao lume em água e uma pitada de sal e ainda tive tempo para confeccionar uma salada (opcional).
A couve-flor deve ser temperada com azeite e vinagre a gosto, eu particularmente não o faço.
Ao fim de 30 minutos estava a saboreá-la deleitado e dei por mim a vociferar: ‘Isto está bom…CARAGO!!! ‘

sábado, 1 de agosto de 2009

Filetes no Microondas



Esta é uma das receitas mais rápidas que sei fazer, não demora mais de 20 minutos a preparar, é simples, deliciosa, excelente para os dias em que não apetece mexer uma palha e sai sempre bem.
Como comprei filetes congelados, comecei por aí, deixei-os no frigorífico durante umas boas 3 a 4 horas até descongelarem.
Podem fazer esta receita com os filetes do peixe que tiverem à mão, eu fiz de Merluza que é como quem diz Pescada, mas assim sempre fica mais fino, e da marca Dia que a malta está em crise.
Adiante.
No almofariz esmaguei 2 dentes de alho com sal, pimenta, poejos (podem usar coentros, orégãos ou outra erva da vossa preferência) e no fim acrescentei sumo de 1 limão e o equivalente a 1 colher e meia de sopa de margarina para culinária, eu uso alpro soya que é de soja, mas dá com uma qualquer desde que seja vegetal.
A margarina e o sumo de limão custam a misturar como o raio e aquilo nunca fica totalmente bem, mas não se preocupem com isso que é o que eu faço.
Depois dos filetes estarem descongelados, barro-os com este preparado, dobro-os ao meio e volto a barrar por cima.
Disponho-os num recipiente que possa ir ao microondas, tapo com película aderente( para manter a humidade) na qual faço uns furinhos ( não queremos aquilo com ar de sopa), e aí vão eles, potência máxima durante 12 minutos (depende do aparelho, no meu é assim).
Acompanhei com ovo e feijão verde cozido só em água e sal, o qual depois de escorrido foi temperado com o molho dos filetes.
Experimentem e depois digam qualquer coisa.
Uma embalagem de filetes que tem á volta de 700g deu para 3 adultos esfomeados, penso que deveria dar para 4 educados.